
Só sei que nada sei, e o fato de saber isso, me coloca em vantagem sobre aqueles que acham que sabem alguma coisa. Sócrates
Uma boa conversa que é “pano pra manga” como dizem, é sobre as perceptivas de Sócrates e Literatura. “so sei que nada sei” nos faz entender que podemos sim problematizar, questionar as coisas. A arte da dúvida. E trazendo esse conceito para a literatura , ela não é algo que se categorize taxativamente como uma ideia congelada. Percebemos o quanto novas leituras podem ajudar a problematizar e questionar o que é apresentado. E isso vemos ao longo dos anos o conceito de literatura vem se transformando e adquirindo novas formas de se pensar literatura.
No seculo XX , houve um estudioso que se dedicou para pensar sobre o que é literatura e sobre como tal discurso é ensinado em salas de aulas. Esse estudioso foi Tzvetan Todorov. Em sua obra “Literatura em perigo”, vemos que naquela época a literatura passou a ser pensada não através de leituras das obras e dialogo entre os leitores. Mas apenas pelo que pensavam os críticos. Na verdade isso ainda acontece um pouco hoje, quando deixamos de ler uma obra ou assistir uma peça de teatro ou filme só por causa de resenhas de outras pessoas. É bom sim, ler o que pensadores e críticos dizem, mas em conjunto, tirar nossas próprias conclusões.
Pensando Literatura
Dentre os críticos dispostos a pensar no rumo do destino da literatura e na maneira como passava a ser parte de nossas vidas, esta o francês Antonie de Compagnon, brilhante professor de Literatura Francesa no Collège de France, Paris. Para ele, muito mais que buscar numeros e resultados, cabe a literatura o exercício de seguir oferecendo possibilidades , ou seja, não se contentar e estagnar. Vemos isso na sua aula inaugural , onde surge o ensaio “Literatura, para que?”
Já para Antonio Candido (Estudioso da Literatura brasileira e estrangeira, é autor de uma obra crítica extensa, respeitada nas principais universidades) vai um pouco mais além. Na sua obra “Vários escritos”, Candido mostra como a literatura pode ser encarada como um verdadeiro bem de primeira necessidade, Assim como necessitamos nos alimentar, respirar, também necessitamos ler, dialogar e debater.
Literatura para todos
Antonio Candido retoma a teoria do sociólogo Louis-Joseph Lebret: Bens compreensíveis e bens incompreensíveis. Esses bens seriam como todos os bens que jamais deveriam ser negados a alguém. A literatura é para todos e é um direito de todos.
E exatamente isso, todos podem pensar, questionar e duvidar do que esta sendo pregado, anunciado. Não tenha medo das duvidas, pois delas vem as maiores respostas e conhecimento.
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