
A rápida expansão do Cristianismo exige um maior rigor do Vaticano,
que unifica a prática litúrgica romana no Século VI. O Papa Gregório I
(São Gregório, o Magno) institucionalizou o canto gregoriano, através de
uma reforma litúrgica, que se tornou modelo para a Europa católica.
A
notação musical sofre transformações, e os Neumas são substituídos pelo
sistema de notação com linhas a partir do trabalho de vários sacerdotes
cristãos, sobretudo, Guido D’Arezzo
Guido d’Arezzo (992 — 1050) foi
um monge italiano e regente do coro da Catedral de Arezzo (Toscana),
província de seu nascimento.
Com a criação do tetragrama, encerrando
com o uso de neumas na História da Música, e batizou as notas musicais
com os nomes que conhecemos hoje: dó, ré, mi, fá, sol, lá e si (antes,
ut, re, mi, fa, sol, la e san), baseando-se em um texto sagrado em latim
do hino a São João Batista:
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Que significa:
“Para que teus grandes servos, possam ressoar claramente a maravilha dos teus feitos, limpe nossos lábios impuros, ó São João.”
O Guido d’Arezzo é também atribuído a invenção da “Mão Guidoniana”, um sistema mnemônico usado para o ensino da leitura musical, em que os nomes das notas correspondiam a partes da mão humana.

O sistema de Guido d’Arezzo sofreu algumas pequenas transformações no decorrer do tempo: a nota Ut passou a ser chamada de dó, para facilitar o canto com a terminação da sílaba em vogal, derivando-se provavelmente da proposta lançada por Giusepe DONI, nome de um músico italiano, que escolheu a primeira sílaba do seu sobrenome para essa nova denominação e a nota si (por serem as inicias em latim de São João: Sancte Ioannes), novamente facilitando o canto com a terminação de uma vogal.
Transformações
O desenvolvimento das atuais notas musicais por Guido, não tinha por objetivo padronizar a música ou o canto, mas tão somente desenvolver um exercício prático de entoação para melhorar e proteger (contra a rouquidão) as vozes dos cantores do coro.
Iniciando assim, o canto a cappella, utilizado na liturgia da Igreja Católica, é estruturado com melodia única, geralmente cantada por vozes masculinas (dos sacerdotes cristãos), com ritmo livre que seguia o ritmo prosódico das palavras latinas dos salmos e orações. Mais à frente passou a ser usado como tema básico nas composições polifônicas como os órganons, sendo chamado de cantus firmus.
O Legado de Guido
Um monumento a ele foi erguido em sua cidade natal, Arezzo. Ele é um dos famosos toscanos homenageados por uma estátua no Loggiato dos Uffizi em Florença. A polêmica Missa Scala Aretina de Francisco Valls recebeu o nome da escala de Guido Aretinus.
Os homônimos modernos incluem o sistema de notação musical GUIDO, [12] bem como o “Concorso Polifónico Guido d’Arezzo” (Concurso Polifônico Internacional Guido d’Arezzo) organizado pela Fondazione Guido D’Arezzo em Arezzo.
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Referências:
https://www.discoverarezzo.com/guido-darezzo-e-la-nascita-del-pentagramma

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