segunda-feira, 25 de outubro de 2021

A História do Concerto

 Antes da construção de salas especialmente concebidas para concertos, as obras orquestrais eram tocadas nos grandes palácios de ricos senhores, como as sinfonias de Haydn no Esterházy, no ´seculo XVIII. Um pequeno grupo de músicos tocava numa atmosfera informal, enquanto as pessoas comiam e conversavam.

Até os fins do século XVIII existiam pouquíssimas salas especificamente destinadas a concertos com orquestras. A mais antiga da Europa e que ainda sobrevive é a Holywel Music Room, em Oxford, Inglaterra, foi inaugurada em 1748. Como a ida a concertos era um evento grandioso, as pessoas possuíam um grande senso de ocasião, emprestando ao concerto um tom de formalidade, com as suas complicadas vestimentas e maneiras.

 

Holywell Music Room | Access Guide

 Holywel Music Room ( https://www.accessguide.ox.ac.uk)

 

As grandes salas de concertos foram construidas no século XIX, permitindo a milhares de pessoas a possibilidade de ouvirem música. Para encher de som esses enormes espaços, as orquestras cresceram em tamanho.

Recentemente retomaram-se, na música, as tradições do século XVIII e anteriores, com conjuntos instrumentais menores, tocando em ambiente informal. 

Depois da Primeira Grande Guerra, os compositores "neoclássicos", liderados por Stravinski, passaram a se preocupar, acima de tudo, com a clareza, e escreveram para orquestras de dimensões classicas.

Edifícios construidos para concertos nas ultimas décadas, como o Royal Festival Hall, de Londres, incorporaram novas técnicas de controle da acústica. A Sala construida para Stockhausen, na Feira Mundial de Osaka, Japão, em 1970, abriu caminho a possibilidades futuras de alcance ilimitado. 

 BIE on Twitter: "Karlheinz Stockhausen was born 90 years ago today. The  'Papa of Techno' composed “EXPO” for the world's 1st spherical concert hall  - Germany's pavilion at World #Expo1970 Osaka… https://t.co/tXNxMwSW4W"

  Stockhausen,Osaka, Japão, em 1970 ( http://www.medienkunstnetz.de/works/stockhausen-im-kugelauditorium/images/2/)

 

Quebrou por completo a tradição ao apresentar em formato de sfera, com uma plataforma suspensa no meio da audiência, onde o som vem de todos os lados, através de um sem-número de alto-falantes - a estereofonia total na sala de concerto.

 

 

 

 

Referências:

 http://www.medienkunstnetz.de,
Golo Föllmer

SPENCE, Keith. O livro da Música ( 1993) Circulo do Livro

 


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